quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O violinista

Lá foi ele com seu violino pelo metrô.
As pessoas o observavam, preconceituosas, mas não discriminadamente. Simplismente não estavam acostumadas a ver alguém com um violino, mesmo que dentro da caixa, cabelo presos de uma maneira que ficavam ainda soltos, calça jeans, camiseta básica, suspensórios.

Desceu na estação Mercado, e então dirigiu-se até a Casa de Cultura. Cumprimentou alguns
rostos conhecidos pelo caminho.
Aquele não era um bom dia, nem aquela semana, ou aquele mês, no seu pensamento, ele não
conseguia se lembrar da última vez em que realmente tivesse se sentido verdadeiramente livre daquela melancolia que lhe cobria o coração.

Chegou ao local, passou os olhos pela cinemateca. Lá viu, ela estava lá, uma velha e boa amiga, já haviam tido até um caso por algum tempo, mas a familía atrapalhou e muito mais do que devia, ambos sabiam que foi melhor naquele momento manter apenas a amizade. Ela não o viu naquele momento.


Subiu até uma das passagens entre os dois prédios da Casa de Cultura. Retirou o violino da caixa, afinou suas cordas, lentamente e apreciando o momento, deslizou o breu pelo arco. Fez alguns acordes iniciais e então começou a tocar.

Era uma música lúguebre, soturna, mórbida, porém lindamente composta, parecia que até
mesmo o ar parava e se tornava mais pesado diante de tal maravilha. Até mesmo os pássaros pararam o seu canto. Em algum lugar, uma lágrima rolou.
O seu corpo acompanhava a música, movendo-se lentamente, porém combinando com o ritmo por ele mesmo produzido. Olhos fechados, a atenção e o sentimento voltados apenas para o instrumento.


Ele abre os olhos, ela está lá, na sua frente.
Surpreendeu-se, mas não parou a música, que fora tornando-se mais suave, ela sorri, ele a
acompanha. Ele fecha os olhos novamente, ainda sorrindo.
A música transforma-se radical e brandamente, o tétrico soneto se tornava em um encantador minueto. A atmosfera ao seu redor acompanhou a mudança, o ar, os pássaros, parecia haver tudo ganhado vida devido ao simples sonido vindo do intrumento. Em algum lugar, um sorriso se abriu
e um olhar fitou o céu.


Ficou assim por algum tempo, depois parou. E então ficaram os dois, ali, durante uma breve
eternidade, falando sobre a vida.
Ele foi embora, naquelas viagens bem chatas de volta. Mas sorria, e para
seu próprio espanto, sorria sinceramente.

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Acordar

Uma alma espreguiça.
Abre os olhos.
- O que este corpo andou fazendo sem mim?

Começou a conferir mundanidade do seu próprio corpo no último ano, suspirou, havia muita coisa o que arrumar.
Almas não deviam tirar férias.

Sendo assim, aqui estamos, renovando o recanto para 2010.
Nem sei muito o que mudar ainda, mas minha alma se sente mais liberta aqui, este lugar trás [suspiro] muitas lembraças.

E é véspera de Natal, aproveite o presente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cognitio Derelictum - Revelações

Furlan andava com as mãos no bolso, o rosto sorrindo levantado para o céu. Era um dia frio de outono, e o céu estava com sol e muitas nuvens. As ruas de Roma estavam esplêndidas com suas frondosas árvoras com as cores características da estação.

Comprou um café preto em um local próximo, andou até o banco de uma praça. Alguns minutos depois uma moça com seus cabelos em um penteado despenteado, mas de alguma maneira encantador, se aproximava por trás dele indo contra o vento. Parou ao seu lado com um sorriso no rosto e perguntou com o maior ar de inocência:

- Posso me sentar aqui, senhor?
- Se não me chamar de senhor claro que pode, não sou tão velho assim.
- Haha, tudo bem.

Agatha sentou-se ao seu lado, segurando seu braço e colocando a cabeça em seu ombro.

- Queria saber uma coisa.
- Hum.
- ...
- Oras, pergunte.
- Bem... é que eu queria saber o que o Egon quis dizer quando ele falou que você tem o dom de inspirar a confiaça de qualquer um.
- ... Não sei se é um dom, mas tenho que admitir, é verdade.
- Como assim?
- Não sei explicar como, mas as pessoas tendem a confiar em mim mesmo sem um motivo.
- Ele falou também que você sempre fez por merecer esse dom, o que ele quis dizer?
- Que eu nunca traí quem confiou em mim.
- ...

O olhar dos dois perdeu-se no horizonte. Um vento mais frio fez com que ela se apertasse um pouco mais contra o braço dele.

- Nunca gostei de ninguém assim sabia?
- Assim como?
- Sei lá, me sinto bem contigo, tudo parece tão simples.
- Haha, bem, ao meu ver tudo é realmente simples, as pessoas que complicam.

Silêncio novamente.

- Mais algum "dom" que eu deva saber?
- Mais? Esse já não está de bom tamanho?... Haha, certo, adicione empatia, epifanias e uma boa intuição à minha lista de estranhices.
- Você não é estranho.
- Não sou normal, e isso já me basta.
- Tá tu é estranho...
- Haha, viu, é uma verdade imutável.
- Nada é imutável.

Ele concordou com a cabeça, ainda não sabia o que, mas algo estava prestes a acontecer. E não seria bom.


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Siga a história através do marcador "história do pub"

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Redemption

Mais uma vez, mais uma deixei o blog envelhecer comigo afastado dele.

Sendo assim, ele voltará ao seu antigo visual. E os post voltarão também.

E a continuação do último, sim foi feita, mas não transcrita para o mundo virtual, em outro momento farei isso. Agora, ao próximo post.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cognitio Derelictum - Divagações

Raul se sentia perdido. Ele estava parado em pé no porto, observando a movimentação e todas aquelas pessoas que iam e vinham dos navios. Sempre fora apaixonado pelo mar, ou pelo menos pelas histórias que seus livros falavam sobre o mar.

Seu pensamento percorria lembranças de como fora influenciado a se tornar um bartender, o entusiamo de seu irmão e de Furlan no início de tudo aquilo, a correria, a agitação, a contagiante alegria que emanava deles. Teria sido impossívle manter-se afastado.

Estava agora iniciando sua formação em Filosofia, e a necessidade de pensar e refletir sobre a vida lhe invadia a todo momento.


(Por falta de tempo o post será terminado em breve {se meu irmão não levar a 3G daqui})

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Amigo

Quando você estiver triste…
Eu vou te ajudar a planejar uma vingança contra o filho da ……… que te deixou assim.

Quando você me olhar com desespero…
Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer por pra fora o que estiver te engasgando.

Quando você sorrir…
Eu vou saber que você deu uns pega em alguém ou em alguma coisa.

Quando você estiver confuso….
Eu vou explicar pra você com palavras bem simples
porque eu sei o quanto você é burro.

Quando você estiver doente…
Fique bem longe de mim até se curar. Eu não quero pegar o que quer que você tenha.

Quando você cair…
Eu vou apontar pra você e me mijar de rir.

Você me pergunta, ‘Por quê?’

Porque você é meu amigo!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

^^

Sim, eu vivo, olá para vocês.

Logo voltarei meus caros...

Abraço

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tapar buracos

Era uma vez um cara que era, ãh, digamos, rengo...
Ele não tinha nenhuma namorada, afinal nenhuma garota queria namorar um rengo.
Ele então decidiu encontrar um amor pela internet.

Era uma vez uma garota que era, ãh, digamos, renga...
Ela não tinha nenhum namorado, afinal nenhum cara queria namorar uma renga.
Ela então decidiu encontrar um amor pela internet.

Se encontraram então os dois na internet, porém um sem saber da renguiçe do outro, até que um dia marcaram um encontro na praia.

Ficaram o encontro inteiro sentados sem querer levantar, até que o rapaz se levantou e foi andando pela areia, então falou a ela:

- Ah, eu ando desse jeito porque eu gosto de fazer buraquinhos na areia.

- Pode deixar que euvou tapando eles.


Fim,



Piadas inteligentes de uma madrugada sem café.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Oh no, cell phones



Segundo um estudo publicado na Inglaterra, pela Lifeline Insurance, as pessoas ficam mais sentidas quando perdem um celular do que um animal de estimação. Dois terços dos pesquisados declararam que ficariam muito tristes se o aparelho desaparecesse sem sinal de vestígios. Somente 64% do total também teriam esse mesmo sentimento pelo cachorro, gato ou outro animal que possuem.Cerca de 56% disseram ainda que seus aparelhos de telefone portáteis são as coisas mais essenciais de suas vidas. Outros 27% disseram que esses são os verdadeiros tesouros que não gostariam de perder.

Mas ninguém tem me ligado atualmente.

Snif snif...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não preciso dizer, você sabe...

video

Thinking on life, again

Sad feelings today, so I resolve to post in English...
I don't konw whats happening, but I feel so lonely nowadays...
Actually I'm really lonely, but thats is turning me down...
Well, maybe I'll talk better about this other time...

sábado, 2 de maio de 2009

Mãe, olha eu sei voar...



Isso mesmo meus caros, eu aqui que vos falo sou um super herói.

Conhecido pelos meus partidários e inimigos como General Shredding Angel (Ou General Anjo Retalhador, para os aportuguesados)...

Como podem ver já tenha até revista em quadrinhos...

Em breve novas histórias de como eu derroto a vilanice no mundo...


Abraço e saudações aladas.


Quer ser um herói também? Então acesse:



PS: Indiquei o site por que me deu vontade, ninguém me pagou por isso.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Revolução Esquilar


Tudo começou inocentemente, com esquilos vivendo felizes em suas casas nas árvores, afinal quem não seria feliz vivendo em uma linda casa na árvore?


Mas entre as nozes surgiu um problema, o homem, sim meus caros correligionários (seja lá o que isso signifique), o homem fez com que o noso amigo esquilo se perdesse na escuridão, inicialmente com uma singela cervejinha amiga, mas logo após evoluindo para a terrível Coca-cola, a qual fez com que o cérebro dos nossos até
então amiguinhos pirasse de vez.


Sim, pois o efeito desta abominável substância no âmbito neuronal destes seres peludos é muito maior do que quando misturada com aquela bala de nome Mentos.


Criando assim seres mutantes, e com capacidades até então inimagináveis. Por exemplo caso do esquilo que ousou misturar Coca-cola normal, com a Diet e a Zero, típico evento estilo "Clark Kent".



Este pavoroso ser acabou por se tornar um líder na revolta então planejada por estes malfeitosos seres.


E isto não é tudo meus amigos, juntando forças com revolucionários que atuam contra a cultura judaico-cristã-ocidental estes pavorosos demônios-com-casaco-de-pele-embutido se tornaram exímios atiradores de elite.


O caos é marca constante por onde eles passam, multidões fogem, multidões morrem, multidões gritam, e eles não param enquanto sobrar uma gota de

Coca-cola no seu caminho.


Não contentes com todo o acontecido eles vão além.


Começam uma guerra civil entre si, a nem tão famosa 'Squirrel War', onde o general Cauda Felpuda liderou um grupo de nove bravos roedores que se alto-denominava "Os Nozes".



Mas sim, meus caros havia uma esperança no final, os nossos aclamados Comandos, estes simples, porém eficientes bonecos de ação botaram os safados esquilos em seus devidos lugares, e hoje em dia não se ve mais do que esquilos comuns ou com sabres de luz.






Essa meus amigos, é a mais pura das verdades.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Mulheres, Garotas, Gurias!!!



Elas nos encantam, seja por sua personalidade, beleza, inteligência, desenvoltura, ou qualquer outro atributo.

Alguns dizem (mal-amados na verdade) que elas não prestam, que apenas servem para nos usar e depois jogam fora. Coitados na minha opinião.

Outros falam que não são tão capazes como o homem, portanto deviam compreender melhor sua posição inferior. Machistas impotentes na minha opinião.

Outros ainda dizem que são como deusas, perfeitas, e por suas capacidades tipicamente femininas são infinitamente superiores a nós homens. Apaixonados platônicos na minha opinião.

Na verdade, na minha opinião, mulheres, garotas, gurias são seres humanos com suas qualidades e defeitos, como todo ser humano, mas que possuem a qualidade de nos encantar de tal modo que queremos nos tornarmos sempre melhores para nos sentirmos dignos à elas.

Exagero de um apaixonado? Talvez...

Mas não deixa de ser verdade.

Conquistar uma garota com todos aquelas qualidades ao meu ver requer empenho, então nada mais natural do que querer tornar-se melhor ao olhos dela.

Afinal, existem garotas que possuem defeitos, assim como eu e todo mundo, só que nelas o que prevalece são as qualidades...

Pensando em uma garota em especial, que nos cativa, podemos falar o que?

Que ela é especial e única, mas peraí isso todo mundo é... ah, mas diferente de tantas pessoas únicas e especiais que existem nesse mundo, também é inesquecível e encantadora... melhor dizendo, é indescritível...

Confuso?

Sim é.

Mas assim são as garotas...

Essas Gurias que nos fazem sonhar, que nos fazem ser o que somos.

Abraço a todos, e um beijo pra guria que se identificar com o que eu disse...

^^

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Equilibrio, ou não, sei lá...



Paciência, justiça, sabedoria, honestidade, retidão de caratér, quais são as duas principais semelhanças entre essas características?

Em primeiro lugar são consideradas como ideais do ser humano, e segundo é que estão em falta ultimamente.

Coloquei essa imagem do personagem do desenho "Cavaleiros do zodiaco", o Dohko de Libra, pelo simples fato de que eu gosto do anime, sou desse signo e ele representar para mim essas característica.

Um tempo atrás, em que eu era um pouco mais enaltecido de mim mesmo e muito mais ignorante sobre tudo era bem capaz que eu dissesse imaginava possuir de forma plena esses ideais. Mas não, a vida ensina o quanto podemos estar errados, é verdade que sou paciente, que sou honesto, e meu caratér não tende à falhar, porém a questão de justiça e sabedoria é um pouco mais complicado.

Sabedoria, só a palavra em si não é compreendida pela maioria das pessoas, ao meu ver se trata de conhecer tanto o bem quanto ao mal e saber distinguir entre eles, entenda-se aqui que eu não considero que a sabedoria seja ou boa ou má.

Então olhando o mundo ao redor, como saber o que é o bem e o que é o mal? Tantos valores distorcidos, a ordem sendo subjugada e o prazer (seja ele de qual tipo) como objetivo principal. É a modernidade como diriam muitos de meus amigos.

Tentarei tratar diso melhor em outro post.

E bem, sem encontrar (ou saber se realmente encontrou) a sabedoria é impossível ser totalmente justo.

No instante em que deixamos de tentar conhecer a nós mesmos, e buscar a essas qualidades, é o mesmo momento em que nos abandona-mos a própria sorte ao mundo. E as consequências, bem não vou falar delas, olhem vocês mesmo ao seu redor, não para aqueles que acabaram de esolher esse rumo e ainda são jovens, pois são como vocês, olhem para aqueles que já estã assim a 10, 15, 20, 30 anos, são neles em que vã se tornar, e a vida deles que vocês vão ter, a única diferença é que vocês vão saber que poderiam ter mudado a tempo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

It's only the life, relax...




Não fique parado, começe a andar.
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos,
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteiras, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outrros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais ligth, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente novas coisas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Search, find



Como escrevi nos posts anteriores, eu tava mal, e tava mal mesmo. Fisicamente (por causa do meu tornozelo quebrado), mentalmente (por causa do stresse que eu tava) e emotivamente (Com meu coração sem saber pra onde ir ou o que fazer) derrubado.

Até que durante a minha primeira aula na minha volta às aulas eu ouvi aquele sentença proferida pela professora.

- É necessário ter um objetivo pra saber o que se quer encontrar no final, afinal também é assim na vida não é?

Foi uma epifania.

Notei que defenestrei muitos dos meus objetivos e promessas que havia feito a mim mesmo, e que era por isso que estava me sentindo tão mal. Agora estou bem, sei quem sou novamente, e descobri outros objetivos que quero alcançar, e fortaleci promessas que fiz muito tempo atrás e estavam praticamente esquecidas.

Enfim, como desabafei por estar mal, acho certo declarar que melhorei.

Abraço e até o próximo post.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O passado não volta...


Aproveitar a chuva é bom, exceto quando se tem um buraco bem na frente.


Sabe aqueles momentos que tu vê que fez burrada? E o pior, pelo simples fato de estar demasiadamente distraido na ocasião para fazer a coisa certa?

É bem verdade que, às vezes, repito, às vezes, isso até é benéfico, para adquirir experiência e coisa e tal como muito filósofo de butequim por aí fala.

Já ouviu a frase: "Enquanto não encontro a pessoa certa vou me divertindo com as erradas"?

É errado fazer isso? Lógico que não. Errado é quando você faz isso de maneira desmedida e irresponsável. Já vi muita gente chorando as pitangas para um amigo(a) por causa de ter se arrependido de ter feito algo assim.

Acho, em meu humilde cérebro, que o ser humano é algo propenso ao erro. Geralmente temos a opção correta a nossa frente, mas não a distinguimos das demais até ser tarde demais (não obrigatoriamente, é claro).

O que fazer então?

Correr atrás do prejuizo meus caros, pelo menos enquanto não inventarem uma verdadeira máquina do tempo.

Vai dizer que não queria ter um?

O simples fato de arrepender-nos-mos dos caminhos que escolhemos, e decidirmos arrumar isso é o que nos transforma verdadeiramente em Pessoas. Pois Pessoas, amam, sofrem, caem, torçem, gritam, pedem e dão perdão...

To perdidão nos meus pensamentos ultimamente, desculpem pela falta de foco do post...


Abraço

CHEEEGAAAA!!!!!!!



Cansei, to com o cérebro fervendo, to cansado, com a tornozelo quebrado (e parcialmente dependente da ajuda alheia), apaixonado, com um monte de coisa pra estudar, com péssimas noticias do trabalho.

Cansei de tudo isso, to explodindo. com vontade de quebrar tudo pela frente...

Não to conseguindo encontrar um momento de paz comigo mesmo pra voltar a ser produtivo com qualidade.

AAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH


Desculpem, precisava desabafar, vou tentar relaxar nesse momento de folga...

terça-feira, 17 de março de 2009

Andarilho de pensamento



"Só se da valor quando se perde"


Nunca houve frase tão verdadeira. Porém só percebi ela em sua totalidade recentemente, pois devido ao acidente bem ridiculo acabei quebrando o tornozelo.

Sempre gostei da liberdade, mas ela pra mim sempre foi algo natural, agora sei como é não possuí-la, de ficar preso me uma cama, de depender dos outros para quase tudo, é horrível. A sensação de não poder fazer nada para ajudar, apenas continuar ali parado.

Não tive muitas visitas, mas sei bem quem ficou realmente preocupado comigo apesar de não ter ido me ver... cada um tem sua vida e eu não ia querer atrapalhar a de ninguém só para me ver deitado numa cama.

Com tempo de sobra a cabeça voa longe, e para em alguns lugares e pessoas específicas... vi que tem algumas pessoas que acabei sentindo mais falta do que realmente esperava, e outras mal me dei conta que não estavam presentes comigo...

O amor, o apego, a amizade, todos esses são diferentes, porém iguais, e um leva ao outro, o estranho é que geralmente são sentimentos que não nascem juntos, mas não sobrevivem em separado.

Um pé quebrado serve para mostrar que distâncias geográficas existem, e também que distancias afetivas não passam de imaginação...

terça-feira, 3 de março de 2009

Cognitio Derelictum - passeio

Furlan andava pelas reulas da grande Roma, andava distraidamente, com o pensamento voando solto sem se prender em nada. Estava indo ao pub um pouco mais cedo do que o costume. Na verdade ele nem seria aberto hoje, era o dia da revisão e desinsetização anual, regra que Furlan seguia à risca. Mas sabia que Beneddeto estaria lá organizando as bebidas e afins. E ele queria uma companhia para conversar.

Chegou, checou a porta e viu que ela já estava aberta. Entrou e acertou quanto ao fato de Beneddeto, só errou na quantidade, tanto Raul quanto Egon estavam lá.

- Ei, olhe quem chegou...

- Como vão os irmãos Beneddeto?

- Ora, eu vou muito bem obrigado, já Raul eu acho que andou cheirando veneno contra pragas demais.

- Hahaha, engraçadinho dá próxima você fica encarregado da limpeza pós-desinsetização.

- Calma Raul, como sabia que estavam aqui vim convida-los para sair, tomar algo, bater papo e rirmos dos estrangeiros...

- E não somos todos estrangeiros aqui?

- Então vamos rir de nós mesmos também, oras...

- Hahaha, o Furlan esta mesmo de bom humor hoje não está? Fico imaginando o motivo dessa alegria.

Raul olhou para o irmão com um sorriso de escárnio no rosto. O rosto de Egon abriu em um sorriso semelhante.

- Pois é, meu irmão acho que nosso querido amigo levou uma flechada do cupido.

Egon imitou uma flecha sendo lançada de modo bem espalhafatoso. Furlan o olhou e levantou uma sobrancelha e fez um sorriso torto.

- Não sei do que está falando...

- Ah sim claro que não sabe.

Os irmãos se olharam e cairam na gargalhada. Depois Egon ainda com um sorriso no rosto olhou maliciosamente para Furlan e depois para a direção onde fica o acervo de livros do pub, sem em nenhum momento disfarçar a diversão no seu rosto. Quando Furlan viu quem estava lá entendeu a zombaria deles, era Agatha, após vê-la e voltou seu olhar mais para Raul que Egon, e fez um sinal como que perguntado o que ela estava fazendo ali.

Raul, deu de ombros ao mesmo tempo que revirava os olhos, e seu irmão caiu na gargalhada ao ver a cena.

- Engraçadinhos.

Agora a risada era dos dois. E foi de tal maneira que fez com que Agatha vira-se para ver o que estava acontecendo. Ao ver Furlan ali piscou algumas vezes com se estivesse adaptando os olhos à luminosidade, depois fez uma cara de alegria misturada com surpresa.

- Olá Furlan, não tinha visto você aí.

- Nem eu você, boa noite. Mas me diga, o que esta fazendo aqui hoje?

- Perguntei ao Raul ontem se poderia vir até aqui hoje para reorganizar melhor os livros, e pesquisar novas aquisições, acho que vai gostar do trabalho.

- Ah, certo então...

Furlan deu um sorriso meio torto novamente, depois lançou um olhar zangado aos irmãos que simplesmente viraram os olhos disfarçadamente.

- Aliás, - continuou Agatha - do que estavam rindo.

Ela então colocou um livro na estante e começou a vir em direção de onde estava Furlan que neste momento parou de fitar os irmão atrás do bar e virou seu olhar para ela.

- Bem, ao que parece meus caros amigos estão me achando feliz demais para mim mesmo.

- Haha - ela então parou em uma posição semelhante à de um critico de arte ao analizar uma obra - ora, acho que eles tem razão, e você fica mais bonito sorrindo.

Furlan não conseguiu juntar coragem para olhar os irmão Beneddeto naquele momento, mas podia sentir suas risadas sufocadas. Então respirou fundo por um momento, e virou o rosto para os dois.

- E então vamos ou não?

- Claro que sim, mas com uma condição.

Egon fez um sinal com a cabeça na direção de Agatha. Furlan revirou os olhos.

- Nos daria a honra da sua companhia senhorita?

Falando isso Furlan fez um gesto exagerado com o braço, ofereçendo-o para Agatha. E para sua surpresa quando viu ela já estava agarrada ali.

- Ora é claro.

Ela falou isso com um grande sorriso no rosto, o que fez com que Furlan, apesar de surpreso com a reação também sorrisse.

- Viu eu disse que você ficava mais bonito assim.

- Hum, então quer dizer que quando estou sério eu sou feio?

Ela respondeu timidamente, quase num sussurro.

- Não foi isso que eu disse.

Furlan a fitou por um momento, ela o olhava também.

- Gostaria de saber o que tem no seu olhar que me faz me sentir segura com você.

- Ora minha cara e bela Agatha - era Egon falando - esse é o dom do Furlan, ele inspira a confiança de qualquer um, e pra dizer bem a verdade até hoje ele fez por merecer esse dom.

- Que bom então.

Falando isso Agatha aconchegou-se mais no braço de Furlan.

- Bem, vamos indo ou eles vão começar a dissecar a minha história de vida.

- Eu não me importaria de ouvir.

- Nem nós de contar.

Furlan virou o rosto para Egon.

- Agora chega, vamos.

Foram todos andando e conversando até uma rua mais movimentada e aberta da cidade e seguiram até um restaurante que dava uma visão privilegiada da cidade, onde sentaram em uma das mesas localizadas na calçada. Agatha não largou o braço de Furlan até que chegaram ao local, mas em algum momento do caminho seus mãos se juntaram, e os dedos se entrelaçaram.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cognitio Derelictum - contratações

A chuva estava forte aquela noite, mas isso nada mudava o andar calmo de Furlan, gostava da chuva, e a muito tempo não temia mais os rais e trovôes das tempestades. Seu principal prazer era a ajuda que a água caindo e escorrendo em si trazia para seus pensamentos, cobrindo-lhe com um sentimento de paz e imensidão. E hoje em especial havia muita coisa em sa cabeça.

Mas neste momento estava se preocupando mais com o fato d que provavelmente o pub estaria vazio, afinal quem iria sair num tempo desse? Até mesmo a frequesia fiel de todos os dias falhava quando o clima estava assim.

Chegou à entrada do Cognitio Derelictum e foi saudado com a formalidade de sempre.

- Boa noite, Sr. Furlan.

- Já é hora de parar com esse 'senhor' Luigi...

- Sim, senhor.

Furlan olhou para o segurança e abriu um largo sorriso, gostava de Luigi, era confiável, mas as suas maneiras acabavam mais sendo motivo de graça ultimamente.

- Certo então, mas não precisa abrir a porta, vou entrar pelos fundo hoje.

Luigi olhou para suas roupas encharcadas, claramente pensando no porquê de seu chefe não ter usado um guarda-chuva ou então pego um taxi.

Furlan entrou pela porta localizada no final do corredor ao lado do seu pub, ali ficava o depósito geral, e logo após estava o vestiário masculino onde ele raramente ia, mas sempre deixava algumas mudas de roupa para o caso de uma emegência. Colocou uma calça jeans, uma camiseta preta e um sobretudo de couro preto opaco. Logo após foi para dentro do pub.

Parou por um momento olhando o movimento lá dentro, estava quase lotado, com várias mesas movidas e formando grandes grupos. Deu um sorriso de lado e riu para si mesmo, logo após foi para o bar.

- Olá Raul.

- Olá Karl.

- Surpreso com o movimento?

- Sim, mas de uma forma agradavel. Parecem grupos grandes, sabe quem são?

- Hum, se não me engano é um grupo de estudantes em intercâmbio, parece que já tinham ouvido falar de nós e resolveram conferir.

- Hahaha, isso me parece trabalho do seu irmão, mas me diga Egon está por aqui?

- Hoje não, comprou trufas a peso de ouro no mercado pela manhã e acabou ficando o dia todo trabalhando nos seus projetos gastronomicos com elas.

- Bem pelo menos esta fazendo algo construtivo...

- ...

- eu acho...

- Hahahaha

- Hahaha, essa foi ótima, não foi?

- Egon realmente não combina com a frase 'fazendo algo construtivo'. Geralmente seus acertos são sem querer.

- É verdade... Bem, me dê um café preto que eu quero ir me sentar e descansar as minhas pernas.

- Certo, é pra já. A propósito uma moça largou um curriculo aqui mais cedo, quer dar uma olhada?

- Hum, claro, é sempre bom ver sangue novo e feminino por aqui.

- Haha, claro, aqui está, e o café também. Aliás, a garota é aquela sentada sozinha na mesa ao lado da sua, e olhando daqui até me lembra você parado e lendo seus livros.

- Nossa, você realmente acha que pareço tão sexy assim Raul? Você nunca disse isso antes.

- Ah, vá se catar Furlan, você entendeu o que eu quis dizer.

- Haha, calma, eu entendi sim, hehe, mas não resisti a piada.

- Gozador, se manda que eu tenho trabalho a fazer...

Furlan foi para o seu lugar habitual rindo para si mesmo, sentou e tomou um belo gole do seu café. Logo após pegou o cúrriculo e começou a lê-lo, parecia mais uma descrição da personalidade da garota do que qualquer outra coisa:

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Agatha Treville Montjean

Sou uma sonhadora, e vou atrás dos meus sonhos. Gosto de ler, ouvir musica antiga, cantarolar sozinha, dançar. Não me importo muito com o que os outros pensam sobre o que eu faço, apenas sou eu mesma sempre. Sou espontânea, criativa e dedica quando faço aquilo que gosto.
Mas isso não é nada, não se deve julgar um livro pela sinopse.
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Furlan lentamente levantou seus olhos do papel e olhou para a garota, e percebeu que ela o fitava ansiosamente. Ele então voltou o olhar para o papel, o amassou e jogou-o no lixo.

Agatha viu a cena e então com uma expressão que misturava raiva e derrota fechou o livro que estava lendo, largou-o na mesa, e começou a levantar-se. Foi então que ela viu que Furlan estava se sentando na cadeira ao seu lado.

- Também não gosto de sinopses, gostaria de conhecer o livro pessoalmente.

Demorou alguns segundos para Agatha compreender o que estava acontecendo, então seus olhos encharcaram-se e então abriu um lindo sorriso. Era um sorriso contagiante, e fez com que Furlan sorrisse também.

- Ah, olá... Meu nome é Agatha...

- É um bom nome para uma protagonista.

Agatha sorriu timidamente ao ouvir isso, e novamente Furlan seguiu o sorriso.

- Bem no que você pretende trabalhar aqui Agatha?

- Em qualquer coisa.

Ele levantou uma sobrancelha e fitou ela por algum tempo.

- Não se importa com o que seja?

- Não, já ouvi falar sobre o senhor, e sei que seja o que for não será nada desonroso.

- Hum...

Furlan abaixou os olhos e ficou a fitar o nada por um instante.

- Certo, mas acho que você conseguiria um bom emprego em outros lugares, por que exatamente aqui?

- Não sei, gosto do ambiente, tudo aqui me atrai.

- Hum, e como sabia que eu não daria-lhe um trabalho "desonroso"?

- Isso é porque eu já havia vindo aqui antes, e ouvi algumas vezes outras mulheres perguntando ao barman ou a outro funcionário sobre você, todas bem interessadas. E eles sempre respondiam que o Sr. é um homem sério, e não gosta de nada sem compromisso, que preza os valores antigos e mantém sempre uma atitude digna.

- É já fiquei sabendo de casos assim pelos meus empregados e pelo Beneddeto também. Mais alguma coisa que a fez escolher este lugar?

- Você.

- Como assim?

- Ora pelo que eu acabei de falar, e também, que outro chefe após ler aquilo que eu escrevi tomaria uma atitude como a sua?

- Entendo...

- E então? Contratada?

- Em período de teste...

Agatha abriu um largo sorriso, e Furlan apesar de tentar evitar não conseguiu ficar sem sorrir também.

- Ótimo, muito obrigada, vou fazer por merecer.

- Assim espero, pode começar amanhã mesmo. Esteja aqui às 19:30.

- Certo.

Ela começou a arrumar as suas coisas e começou a se levantar.

- Ãh, você não quer ao menos saber o que vai fazer?

Ela olhou confusa para ele, então sacudiu a cabeça e deu uma leve palmada em sua testa, sempre sorrindo.

- Claro, desculpa a distração.

- Haha, sem problema, bem você irá recepcionar os fregueses, e também cuidar da organização dos livros, por enquanto é só, acha que da conta?

- Sim, senhor.

- Hum só mais uma coisa.

- O que?

- Me chame de Furlan apenas.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Momento Mau



Paro e penso, mas não são bons pensamentos exatamente. Na verdade está mais pra pensamentos maus e egoístas. Um lado meu que eu evito geralmente.

Por que? você pode perguntar.

A resposta é bem simples, quando estou assim, bem e ao mesmo tempo quero fortemente alguma coisa, eu tendo a passar por cima seja do que for para conseguir, sem vacilar nem um instante. E como minha principal caracteristica é a mente e não o físico, eu acabo passando por cima de sentimentos, idéias, ideais, enfim acabo destruindo a opinião, o 'ser' da pessoa.

Não gosto disso, eu sempre consegui o que eu queria de forma pacífica, mas existem momentos em que acabamos nos estressando acima do aceitável, em que tudo parece estar dando errado, em que vemos aquilo que mais prezamos e gostamos se perdendo no horizonte de uma maneira fora dos nosso alcançe.

Acho que amanhã vou estar melhor, pelo menos espero, essa foi uma semana em que muita coisa que eu queria não aconteceram, e também as aulas começaram e meu tempo de sono diminuiu, estou a algum tempo sem falar pessoalmente com meus amigos, problemas no emprego.

Nada dando muito certo... Mas enfim, preciso de um tempo para arejar a cabeça, acho que amanhã vou a Porto Alegre passear, ler um livro, tomar um café...


Abraço a todos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Vento e sentimentos...



Estava com o pensamento longe, então resolvi andar.

O tempo estava bem ao meu gosto, não havia sol, nem chuvia, apenas um céu cinza sobre a minha cabeça e o vento em meu rosto.

Meu pensamento voava com o vento, e este falava comigo, falava sobre sentimentos, sobre o tempo, sobra a amizade e sobre o amor.

Continuei a andar, já nem me importava aonde estava, já não me sentia importante. Já não estava completo, ou melhor via agora com realidade o quão incompleto estava.

E a música ao meu ouvido não ajudou em nada...


Hay, recuerdos que no voy a borrar
Personas que no voy a olvidar
hummmm...
Hay, aromas que me quiero llevar
Silencios que prefiero callar
hummmm...
Son dos, las caras de la luna son dos
Prefiero que sigamos, mi amor, presos de este sol
Dejar, amar, llorar,
El tiempo nos ayuda a olvidar
Y allá, el tiempo que me lleva hacia allá
El tiempo es un efecto fugaz
hummmm...
Y hay, yeah, hay cosas que no voy a olvidar
La noche que dejaste de actuar
Sólo para darme amor (3 veces)
Ah...
Yo vi tu corazón
Brillante sobre el mic en una mano
Y ausente de las cosas pensaste en dejarlo y tirarlo
Junto a mí, junto a mí
Hay secretos en el fondo del mar
Personas que me quiero llevar
Aromas que no voy a olvidar
Silencios que prefiero callar
Mientras vos jugás.


A música calou fundo em mim...

Continuei a andar, os pensamentos dando voltas e voltas...

Seria tudo uma reles imaginação minha? Não, não era, pelo menos não da minha parte. Mas esse era o problema, só conheço a minha parte, é isso que agonia o meu coração e o meu pensamento, é isso que me impede de sorrir, é isso que me faz olhar o horizonte e me sentir vazio, incompleto.

Minha respiração para por um instante, então o vento sopra em meu rosto, e de alguma forma me faz sentir esperança.

Mas só a esperança não me basta, não agora...

Agora sei que preciso dela, que sempre precisei...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Romantismo



Um romântico, por sua essência, é um apaixonado. É impossível ser diferente. Você pode ser educado, ou charmoso, ou qualquer outra coisa, mas para ser um romântico, você tem de ser apaixonado.

Ninguém vira um romântico, se nasce assim, e às vezes nem se percebe.

Nós agradamos a pessoa amada pelo simples fato dela existir, há um sentimento natural de tentar transformar a vida dela em algo perfeito, de mostrar em nossas ações e palavras o que verdadeiramente sentimos por elas.

É como se a nossa própria vida só fizesse sentido para fazê-la feliz.

É estranho falar sobre isso, pois o romantismo está intimamente ligado ao amor, e por assim ser não pode ser tratado fora dele, e falar sobre o amor é algo que não cabe e meras palavras, logo o romantismo também.


"Chocolates, estes engordam. Flores, estas murcham com o tempo. Livros, estes são meras palavras que um dia ficam esquecidas numa prateleira empoeirada. Jóias, estas são pedras, frias e sem sentimento. Se amas alguém mostra isso com atitudes de dentro do teu ser, pois isso durará para sempre."
R. Neluparf


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Amizade



Sabe aqueles momentos na vida em que você olha ao redor e vê vários colegas, companheiros, pessoas com quem você convive e se diverte, mas daí tu acaba percebendo que não tem aquela pessoa com quem você se abre totalmente, que sabe seus segredos, suas vontades, ou seja um Amigo de verdade, um pessoa que realmente é importante em sua vida e que sem a qual tudo fica meio sem sentido?

Se não, espero sinceramente que nunca passe por isso.

Não posso dizer que não tenho amigos, tenho sim, são pessoas que eu confio, respeito e gosto. Mas sempre fui meio solitário, mesmo entre amigos, e tive realmente muito poucos Amigos com 'A' maiúsculo.

Notei isso a pouco tempo, numa dinâmica em que no decorrer de uma história deviamos escrever o nome de três pessoas de grande importancia na nossa vida atual. Encontrei ao invés dos nomes foi uma enorme dificuldade para achar essas pessoas.

Num outro momento então eu parei e pensei em pessoas que realmente eram importantes na minha vida. Pude felizmente encontrar um bom grupo de amigos, e infelizmente lembrar de como eu deixei a distância entre nós transformar-se num empecilho para a amizade.

Alguns desses Amigos eu tive muito pouca convivência, como no caso do Frodo, outros tive convivência bem grande, mas por um breve tempo, como com o Wagner, teve aqueles de convivência diária por um tempo razoável, como o Rodrigo (Pequeno) ou o Gregori ou o Édipo ou o Renato (Smeagle) ou até mesmo o Lucas (Psicopata), e ah, sim teve as atemporais, ou melhor me lembro bem de apenas uma assim, com a Gabryella.

Penso que esse tipo de amizade jamais morre ou deixa de existir, mas é como uma grande chama que nunca se apaga, mas se você não coloca mais lenha ela vai diminuindo, até que se tranforma em uma brasa, que não chega a desaparecer, mas não é algo que nos aquece no frio.

Estou feliz por ter visto isso agora, em que ainda posso tentar fazer algo para reverter isso, colocar mais lenha, se possível álcool, jornais velhos e qualquer coisa que faça o fogo crescer rápido novamente, afinal não tenho medo de me queimar, são pessoas por quem "eu coloco a mão no fogo".

Amigos são a família que a gente escolhe, isso quer dizer que por melhor que seja a amizade, todos tem opiniões diferentes, podem até discutir e brigar, mas mesmo assim o elo que os une é maior que isso.

Fitar o horizonte nunca foi tão dolorido.

Dedico esse texto, que me parece mais um testimonial da minha vida, pra Gaby, uma guria que de alguma forma é tão especial que fazia de simples voltas de onibus da escola serem experiências inesquecíveis, que sempre me deu muito o que pensar e repensar sobre os meus conceitos, uma guria que eu amo muito, e sou feliz por dizer que apesar da distância e esse tempo que separa a gente eu posso dizer que é minha amiga.


Momentos nostágicos como esse me deixam meio sentimentalóide, mas às vezes isso é bom, ainda melhor quando lembramos de pessoas especias como as que eu citei são pra mim, então um grande abraço a todos que passem por aqui, e não esquecem de abraçar um amigo seu hoje.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Espinhos


Comprei um cacto!

É estranho, sempre quis ter um.

Talvez pelo que eles me representem, são independentes, fortes, não atacam ninguém, mas se forem atacados é bem provavel que o atacante se machuque. Também são firmes e belos, trazem as mais belas flores que podemos ver.

Acho que se parecem um pouco comigo, ou com aquilo que eu tento ser.

É um belo cacto.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Felicidade



Aí está uma palavrinha a qual todos queremos possuir, felicidade, não, não estou falando daquela alegria espontanea, nem daquele momento alegre que todos nós temos volta e meia. Estou falando da felicidade no verdadeiro sentido da palavra, aquilo que nos faz sentir, como dizer... completos, é acho que esssa palavra serve... pois ao meu ver tudo o que construimos e fazemos em nossa vida é como o título daquele ótimo filme "Em busca da felicidade".

Não acho também que exista uma felicidade eterna, e isso que é o belo da vida, nunca nos mantermos satisfeitos, estarmos sempre buscando mais. Parece que quando conseguimos alcançar a felicidade logo depois ela se esvai por nossos dedos, mas sempre aprendemos algo no caminho, e sempre haverá algo a que se aprender.

Uma vez eu ouvi "ou nos ocupamos em morrer, ou nos ocupamos em viver", podemos conseguir felicidade em ambas opções, e ambas vão nos trazer sabedoria. A diferença é que com a primeira, o mundo influencia nossa felicidade, e na segunda, somos nós mesmos, e mais ninguém quem pode trazê-la.

Não há um ideal a se seguir, nem uma moral a se tirar, a felicidade é uma daquelas coisas sutis e abstratas com as quais temos que aprender a conviver.

As vezes, ver a luz no fim do túnel traz mais felicidade do que o que realmente vemos ao chegar lá.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Presentes



Alguém por aí tem notado como a quantidade de cheque-presentes tem aumentado?

As pessoas tem medo de errar na hora de presentear alguém e então dão esses pseudo-presentes. Claro que recebê-los não é ruim, a gente compra o que quiser de acordo com as possibilidades.

Mas mesmo assim eu acho isso comodo demais, o ato de dar presentes devia ser um estimulo a conhecer o presenteado, seus gostos, e dentro dos gostos o que ele já possui de acordo com eles.

Existem pessoas também que não lêem, mas também nunca ganharam um livro de presente para se sentirem estimuladas. Existem aqueles que podem amar uma determinada banda, mas mesmo assim quando recebem um presente acaba sendo o extremo oposto do seu desejo.

Comprando um vale-presente é certo que essa dificuldade não existiria. Quem nunca recebeu um livro, continuaria assim, pois compraria alguma outra coisa, e quem queria um cd de determinada banda iria lá e compraria ele.

Mas me digam algo, o que marcaria mais, se essas pessoas recebecem digamos assim, no primeiro caso, um livro, que não seja feito com histórias longas, mas crônicas e coisas boas de se ler, existe até a chance de ela não gostar, mas pelo menos vai ter a sensação de que aquilo foi escolhido exatamente pra ela, pois não é como presentes genéricos, como doces, flores, dinheiro, ou um vale-presente. No segundo caso, conhecendo a pessoa que vai receber o presente acaba tornado tudo mais fácil, ela provavelmente vai acabar com o mesmo presente é verdade, mas o presente vai ser mais do que um simples gasto de dinheiro, vai ser uma demonstração de afeição, e de respeito também, pois estou aqui pra provar que quem faz isso também acaba comprando cds de bandas as quais não gosta, mas que a pessoa presenteada gosta.

Quem não gosta de receber um presente que é a sua cara?

Tentem se lembrar disso quando estiver chegando uma data especial, pois pessoas especias merecem mais atenção de nossa parte, e não apenas que gastemos dinheiro com elas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MSNner's



Utilizar o MSN (ou Windows Live Messenger, como preferirem) é algo que se tornou muito popular atualmente, admito que também o uso, mas como sempre também é algo que trás maleficios.

Por exemplo, algumas pessoas que acabam se viciando nesse programa acabam perdendo a noção real de como escrever as palavras. Escrever diferente no MSN pra simplifivar não tem problema, mas quando se esquece isso e acaba escrevendo assim em algo oficial, bem daí o negócio complica.

Mas pior do que isso, eu acho que existem, e não são poucos, aqueles que acabam perdendo um pouco (ou muito) a noção em relação à relacionamentos pessoa-a-pessoa, vivem só no pessoa-a-computador-a-pessoa. Estamos às voltas com casos de bipolaridade, depressão, introversidade, timidez extrema. Criamos nossos próprios medos e receios, e ao invés de enfrentá-los simplismente damos a volta nele utilizando a internet.

Como resultado; cadê os relacionamentos afetivos duráveis? Onde estão as pessoas que não tem medo de subir no palanque e colocar a boca no mundo? Cadê o interesse sincero pela amizade ou pelo amor?

O mundo tem inúmeros tipos de pessoas, e acho que não preciso ficar citando elas aqui, mas bem, acontece que cada vez mais essas pessoas estão se escondendo atrás de mascaras, tão facilmente quanto swe faz login no MSN. Em contrapartida existem pessoas que ainda são o que são, porém vendo no que o mundo está se tranformando acabam muitas vezes desistindo, dentre elas eu durante algum tempo. Mas desisti de desistir, se o resto do mundo quer se acabar, que se acabe, eu vou continuar seguindo o meu rumo do jeito que eu acho que ele deve ser seguido. Se vejo alguém, caindo, querendo desistir também, então eu alcanço a minha mão, não posso obrigar ninguém a pega-la, mas se aceita-la, eu vou fazer tudo pra não deixar cair.

Às vezes estendemos a mão para quem nos é querido, e quando precisamos não recebemos o mesmo de volta. Nos desesperamos, olhamos ao redor e vemos que nada faz sentido, que aquilo que parecia certo ao nosso olhar é considerado sem valor aos olhos dos que nos cercam. Vivemos verdades num mundo de ilusão. Vivemos a vida num mundo de datas. Vivemos o Amor num mundo de desapego. Vivemos os valores, os principios e a honra num mundo de dinheiro.

Nessa vida, vivi solitáriamente e filosoficamente durante muito tempo, tempo demais. Acordei e vim parar nesse mundo, mas por algum motivo que não sei qual é, ainda acho que o mundo que eu idealizo é que deveria existir.

Sei que existem mais pessoas verdadeiras por aí a fora, e isso me faz feliz. Isso me acalma, e me faz ter esperança que uma mudança ainda é possível.

O horizonte nunca foi tão belo, e o vento traz consigo Paz para o espírito. Olhe para as estrelas e diga com alegria, "Eu mereço ser Feliz", e verás que isso faz toda a diferença.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano novo novamente


É isso aí, chegamos a mais um ano novo.

Não sei por que, mas não gosto de ano novo. Fica todo mundo se fazendo de bonzinho, promentendo mil e uma mudanças, mais fé, compreensão, paz, fraternidade, enfim qualidades sociais até não conseguir mais.

Então se embebedam na virada, pulam ondas, se abraçam, se beijam, alguns se embebedam demais, pegam o carro e causam acidentes, outros atiram foquetes e queimam casas vizinhas, outros dormem (e pelo meu ponto de vista esses são os mais honestos)...

Então chega o dia 1º, todo mundo naquele clima de recuperação da festa. E ficamos imaginando tudo de bom que esse ano vai trazer.

Chega o dia 2, alguns voltam a trabalhar, e então voltam para os mesmos problemas, as mesmas soluções, a mesma rotina...

Passa o tempo e acabam as férias de quem ainda estava nelas. As estradas ficam cheias, os motoristas impacientes, chegam em casa cansados e ainda tem que limpar e arrumar tudo para voltar a vida antiga...

No final do inicio do ano já estamos exatamente como estávamos, reclamões, brigões, stressados, cansados, e já rezando pras próximas férias chegarem de uma vez...

Ano-Novo é uma hipocrisia, vivemos falando que nunca é tarde para começar algo novo, mas sempre esperamos as mesmas datas, e quando chegam a mudança não ultrapassa alguns dias.

O Tempo é uma ilusão.