sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cognitio Derelictum - Inovações

Pietro Furlan, como sempre, estava a caminhar em direção ao Cognitio Derelictum.
Na mente as mudanças que ocorreram, naquele ano faziam três anos de sua inauguração. Tantos funcionários que já se foram, Mário [Luigi ainda trabalha lá], Agatha [Sumiu, tão subitamente como chegou], tanta coisa havia mudado, Egon voltara de sua viagem, Raul amadureçera tanto.
Andava, com as mãos no bolso, e o ar batendo no rosto.
Ao chegar no pub, abriu a porta e de lá saiu uma jovem, notável jovem. Sorriu e disse:
- Oi.
Pietro disse um olá meio torto, a cena o desconcentrara, ainda estava com um pé no ar, entrando no pub. Acabou entrando por instinto.
Egon o olhou de soslaio, e com um sorrisso perguntou.
- O que houve?
- Heim? Por que?
- Ora, essa tua cara de perdido, tá pensando em que? Ou melhor, em quem?
- Eu? Ah, ninguém... ...quem era essa moça que acabou de sair?
Egon deu uma bela gargalhada antes de continuar.
- Ela? Hum, é, já imaginava que ia perguntar. Tome, é o currículo dela.
- Tá, tá, me dê, e pare de pensar bobagens.
- Que bobagem? Não estou pensando em nada.
Beneddeto girou os olhos. E Furlan levantou uma sombrancelha olhando para ele.
- Hum, Amanda...
- O que?
- Eu disse que o nome dela é Amanda.
- Eu sei, já li o currículo. É ótimo se quer saber, já a teria contratado, mas você insiste em saber de tudo o que ocorre por aqui. Apesar... que eu acho que não vai fazer nenhuma objeção nesse caso vai?
- Ó noossaa, você lê a minha mente. Não há nada sobre cargo aqui, ela disse algo a você?
- Disse que trabalharia até lavando pratos.
- Isso é sério?
- É.
- ...
- E então?
- Ah, sim, está contratada, estava pensando no que ela poderia fazer...
- Haha, contrata e nem dá um serviço, logo vi.
- Viu o que?
- Nada, nada, vamos, sei que já tem algo em mente, o que é?
- Decoração. Ela parece que tem um quê artístico.
- Como é? Furlan, o gran paisagista do Cognitio, contratando alguém para remodelá-lo? Eu tive que brigar contigo por meses por umas mudancinhas.
- Eu já estava pensando em mudar as coisas, naquela época das suas mudanças não.
- Você mente muito, muito mal.
- Não importa, e então, VOCÊ tem algo contra?
- EU? ha, como se pudesse ter sem você me arrancar o figádo e comê-lo na minha frente.
- Isso seria nojento, eu iria assá-lo antes.
- Claro, claro.
- Muito bem, peça para o Call ligar pra ela, e avisá-la para aparecer aqui mais tarde.
- Sim, chefe.
- E desde quando eu sou o teu chefe?
- Hum, então... sim, sócio opressor e possessivo.
- Porém charmoso.
- Claro, sócio opressor e possessivo, porém charmoso... Ou quase.


Continua...
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