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sexta-feira, 2 de março de 2012

Inevitável

Ele lia um livro qualquer. Bem, talvez não fosse um livro qualquer, quem sabe.
Ele lia e adorava... a trama, a psique dos personagens a loucura em tantos níveis diferentes. Por vezes fazia lembrar da sua própria mente e sua bagunça.
Era tarde, fechou os olhos por um momento, e então ela veio. A dor em sua cabeça parecia rasgar seu cérebro em centenas de pedaços.

Olhou ao redor e por um instante viu apenas o breu. Pequenas luzes começaram a aparecer na sua frente, em uma parede que não era a de sua casa.
- Merda, enlouqueci de vez.
A parede de tijolos brilhava em uma frequência constante, causada pela grande constelação de luzes que ali surgiram. Ele olhou ao redor, tudo o que via era um borrão de uma casa já velha e mal cuidada. Piscava ao tentar acostumar os olhos para a falta de luminosidade.
Voltou sua atenção novamente para as pequenas luzes, pode perceber três agrupamentos distintos entre elas. Dois deles identificados sem problema algum, eram constelações, libra e dragão. De fato estranhou as reconhecer tão facilmente, a memória simplesmente parecia fluir de um modo perfeito, sem quebras, sem falhas.

Libra à esquerda, dragão à direita, porém a constelação do meio se mantinha um mistério. Movido tanto por instinto como por curiosidade ele lançou sua mão à frente tocando a pequena organização de luzes. Epifania. Soube o que era a figura escondida por trás das estrelas, e soube onde estava. Era a constelação de grifo, não havia constelação de grifo no mundo atual, ele sabia, mas ela existia na babilônia e por isso existia ali. Pois ele estava em sua própria mente, onde tudo devia fazer sentido apenas para ele mesmo.

No mesmo instante em que a epifania surgiu todas as luzes se acenderam de modo cegante e se apagaram. Mas a parede de tijolos continou iluminada, desta vez por pequenas rachaduras que começaram a aparecer. Rápida, apenas como a mente consegue ser, a parede ruiu.
Após a parede de tijolos desmoronada estava um conglomerado de esferas. Dentro das esferas haviam os mais variados tipos de informações. Imagens, vídeos, músicas, textos. Ao entrar naquele recinto ele sentiu o sopro da imaginação e da criatividade, pode sentir a pulsação em todo o seu corpo.

Havia um feixe de luz ligado em cada uma das esferas, pareciam os galhos de uma árvore, e ele seguiu os feixes.
Chegou à origem dos feixes, um rapaz de aspecto selvagem e olhos penetrantes. O rosto estava furioso, e logo ele viu que o rapaz estava acorrentado. E ele soube que o rapaz era ele mesmo, seu outro eu, e que ele mesmo o havia aprisionado.

Aproximou-se, sob o olhar ameaçador e os dentes à mostra. Abraçou a si mesmo e pediu perdão.
A questão não era apenas pedir ou não o seu próprio perdão, mas aceita-lo ou não. Algumas mentes preferem a autodestruição. Portanto o que aconteceu realmente o surpreendeu, as esferas começaram a girar como um furacão ao seu redor, fazendo com que os feixes os deixassem presos.

Quando a última esfera terminou seu último giro, houve um whiteout. Talvez tenha sido uma explosão sem som. Não podia ver nem a si mesmo, apenas o mais puro branco.
Quando as cores voltaram ao seu redor ele estava de volta à sala escura onde havia encontrado a parede, mas a luminosidade parecia normal agora, e onde estava a parede agora havia uma porta. Na porta havia uma placa pendurada, onde estava escrito "O Dragão é poder." A porta se abriu e dela saiu o seu eu selvagem, ameaçador. Sorriram um ao outro.

Todo o lugar, toda aquela casa mergulhada no breu e no tempo esquecido, suja e mal cuidada começou a se auto-reparar. Nada sobrenatural, apenas uma mente reencontrando o seu próprio rumo.
Logo percebeu uma outra porta, e esta parecia chamá-lo. A placa desta era mais bem trabalhada, mais refinada, e nela estava escrito "O equilíbrio é razão.", e sobre isso o símbolo do libra, o ômega.
Com um breve olhar encontrou a terceira porta, mais rústica que as duas primeiras e de certa forma, mais bela.
- A porta do Grifo.

Havia poeira sobre a maçaneta, e uma pequena anotação presa ao seu lado.
"Venham a mim, e eu irei a vocês."
Os dois trocaram um breve olhar, e já sabiam o que fazer. Estavam sãos, a mente afiada como uma adaga.
Cada um colocou uma mão sobre a porta. E nas costas de suas mãos suas constelações brilharam. E a placa da porta começou lentamente a surgir.
"O Grifo é a Vida.". E a maçaneta virou sozinha.

Não houve whiteout, não houve explosão, nem o ruir da casa, ela simplesmente diluiu-se com o mundo. Tudo ao redor parecia diluir-se a medida que a porta abria. O mundo.
A porta abriu e a vida surgiu, assim como o universo.

E então seus olhos se abriram novamente. O tempo havia passado ali fora, o livro já havia sido lido.
Saiu para a rua, olhou as estrelas no meio da noite. Sentiu-se louco, sentiu-se vivo.
- Inevitável...
E sorriu o sorriso mais belo de sua vida.











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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Domani 21 Aprile 2009

Imagino que a maioria aqui já saiba, mas tenho me tornado um amante da música italiana. Não tanto quanto gostaria, mas o máximo que minha internet/tempo tem me permitido atualmente.
Esta música foi feita em homenagens aos mortos  no terremoto de 6 de abril de 2009, na Itália.
Deixarei a Wikipédia traduzida falar por mim, e aproveite.
A canção, transmitido pela rádio a partir da 03:32 horas de 06 de maio 2009 para exatamente um mês após o terremoto, foi comercializada pela ' em 8 de maio nas lojas digitais, ao preço de 0,60-0,75 euros, e 15 de maio em lojas, ao preço de 5,00 €, um CD contendo a versão completa da música, a versão instrumental e os clipes de vídeo .
A canção, alterou ligeiramente o texto para caber as circunstâncias, faz parte da Save the art em Abruzzo, um projeto de solidariedade pelos artistas e gravações para as pessoas afetadas pelo terremoto em Abruzzo , criado para ajudá-lo a voltar em breve lugares viável da cultura. Em particular, a música foi criada com o objectivo de angariar fundos para a reconstrução, consolidação e restauro do Conservatório homenagem Alfredo Casella e da casa do Teatro Stabile d'Abruzzo de Águia .




Letra (Cantor)

Tra le nuvole e i sassi passano i sogni di tutti (Ligabue)
passa il sole ogni giorno senza mai tardare. (Tiziano Ferro)
Dove sarò domani? (Enrico Ruggeri)
Dove sarò? (Gianni Morandi)
Tra le nuvole e il mare c'è una stazione di posta (Franco Battiato)
uno straccio di stella messa lì a consolare (Massimo Ranieri)
sul sentiero infinito (Max Pezzali)
del maestrale (Eugenio Finardi)
Day by day (Zucchero)
Day by day (Cesare Cremonini)
hold me shine on me. (Zucchero)
shine on me (Cesare Cremonini)
Day by day save me shine on me (Zucchero, Carmen Consoli, Mauro Pagani, Cesare Cremonini, Eugenio Finardi)
Ma domani, domani, domani, lo so (Francesco Renga)
Lo so che si passa il confine, (Roberto Vecchioni)
E di nuovo la vita (Mauro Pagani)
sembra fatta per te (Giuliano Palma)
e comincia (Elio)
domani (Elio e Le Storie Tese, Vittorio Cosma )
domani è già qui (Jovanotti)

rap 1 Estraggo un foglio nella risma nascosto scrivo e non riesco forse perché il sisma mha scosso (Caparezza)
rap 2 Ogni vita che salvi, ogni pietra che poggi, fa pensare a domani ma puoi farlo solo oggi (Frankie Hi Energy)

e la vita la vita si fa grande così (Gianluca Grignani)
e comincia domani (Giuliano Sangiorgi)
Tra le nuvole e il mare si può fare e rifare (Claudio Baglioni)
con un pò di fortuna (Ron)
si può dimenticare. (Luca Carboni)
Dove sarò (Baustelle)
domani? Dove sarò? (Samuele Bersani e Baustelle)
oh oh oh (coro: Carmen Consoli, Antonella Ruggiero, Alioscia, Pacifico, Mango, Massimo Ranieri, Bluvertigo, Nek, Giuliano Palma, Antonello Venditti, Roberto Vecchioni, Albano)

rap 3 Dove sarò domani che ne sarà dei miei sogni infranti, dei miei piani
Dove sarò domani, tendimi le mani, tendimi le mani
(Marracash)

Tra le nuvole e il mare si può andare e andare (Laura Pausini)
sulla scia delle navi di là del temporale (Carmen Consoli)
e qualche volta si vede (Nek)
domani (Antonello Venditti)
una luce di prua (Nek)
e qualcuno grida: Domani (Antonello Venditti)

rap 4 Come laquila che vola
libera tra il cielo e i sassi siamo sempre diversi e siamo sempre gli stessi,
hai fatto il massimo e il massimo non è bastato e non sapevi piangere e adesso
che hai imparato non bastano le lacrime ad impastare il calcestruzzo
eccoci qua cittadini dAbruzzo
e aumentano dintensità le lampadine una frazione di
secondo prima della finee la tua mamma,
la tua patria da ricostruire,
comu le scole, le case e specialmente lu core
e puru nu postu cu facimu lamore

(Jovanotti, J Ax, Fabri Fibra e in chiusura Sud Sound System)

non siamo così soli (Giuliano Sangiorgi)
a fare castelli in aria (J Ax e Fabri Fibra)
non siamo così soli (Giuliano Sangiorgi)
sulla stessa barca (J Ax , Fabri Fibra)
non siamo così soli (Giorgia)
a fare castelli in aria (J Ax e Fabri Fibra)
non siamo così soli (Giorgia)
a stare bene in Italia (J Ax e Fabri Fibra)
sulla stessa barca (J Ax)
a immaginare un nuovo giorno in Italia (Giorgia, Giusy Ferreri, Dolcenera, Mario Venuti, Jovanotti, J Ax, Fabri Fibra)
Tra le nuvole e il mare si può andare, andare
Sulla scia delle navi di là dal temporale
(Piero Pelù)
Qualche volta si vede una luce di prua e qualcuno grida, domani (Morgan)
Non siamo così soli (Giorgia, Mario Venuti, Giusy Ferreri, Dolcenera, Giuliano Sangiorgi)
(tromba solo di Roy Paci)
Domani è già qui
Domani è già qui
(Jovanotti, Marracash, FabriFibra, J Ax)
(Assolo violino Mauro Pagani)
Ma domani domani, domani lo so, lo so, che si passa il confine (Gianna Nannini)
E di nuovo la vita sembra fatta per te e comincia (Elisa)
domani (Sud Sound System)
Tra le nuvole e il mare, si può fare e rifare
Con un pò di fortuna si può dimenticare
(Manuel Agnelli Afterhours)
E di nuovo la vita, sembra fatta per te (Mango)
E comincia (Niccolò Fabi)
(coro finale)
domani
E domani domani, domani lo so
Lo so che si passa il confine
E di nuovo la vita sembra fatta per te
E comincia domani

(Manuel Agnelli, Dolcenera, Zucchero, Niccolò Fabi, Pacifico, Giusy Ferreri, Alioscia, Pacifico, Max Pezzali, Caparezza, Niccolò Agliardi, Luca Carboni, Roy Paci, Tricarico, Ron, Giuliano Sangiorgi, negramaro, Negrita, Giorgia, Francesco Renga, Malika Ayane, Laura Pausini, Morgan, Jovanotti, Massimo Ranieri, Nek, Enrico Ruggeri, Piero Pelù, Antonello Venditti, Roberto Vecchioni, Carmen Consoli, Mango, Cesare Cremonini, Saturnino)
Domani è già qui, domani è già qui (Jovanotti)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Inevitabilidade

Firenze - Itália
~~
La Dimora del Centro - Piazza della Repubblica
~~


Acorda em uma manhã fria de dezembro. Florença, linda, lhe trazia um belo amanhecer visto pela sua janela, um dia cinzento.
Tomou seu café da manhã, oferecido pela pousada, e resolveu sair pela cidade. Vestiu seu sobretudo, colocou sua boina, e começou a atravessar a Praça da República. Ninguém brincava no carrosel.

Andou pelas pequenas ruas da cidade, visitou bazares, sebos, antiquários, e antes do parar para o almoço passeou pelo Museo di Palazzo Davanzati. De volta a praça, almoçou demoradamente no Giubbe Rosse e logo pediu um café, enquanto olhava o movimento ao seu redor. No dia seguinte começaria a conhecer as pequenas cidades da região, o que lhe agradava mais do que as grandes cidades turísticas.

- Hum... estava ótimo este chocolate quente. Apesar de tanta gente tomando café por aqui, esse cheiro me enjoa.

A voz vinha da mesa às suas costas. Brasileiros. Apenas levantou uma sombrancelha ao perceber que falavam com o atendente em inglês. Eles iriam passear pelas igrejas da cidade.
"Hum, arrivederci, see you later, seja você quem for."
Eles saíram, mas ele não procurou os ver. Retirou um baralho de tarot do seu bolso interno e escolheu uma carta aleatoriamente. A Roda da Fortuna.
"Mudanças? Não, obrigado." E colocou a carta de volta no baralho.

- Perdone, Signore, pero quello signore inviato questo per Lei.
- Grazie.
- Prego.

"αναπόφευκτος"
"O que isso quer dizer?" Olhou de volta para o velho, e ele já havia sumido.
"Aiai, cada um que me aparece."

Ele vai até a Basilica di Santa Maria del Fiore. Estava com um bom número de turistas lá dentro, ele anda vagarosamente entre as obras de arte, parando para observar algumas mais demoradamente. Algum tempo depois a missa tem início, mas ele havia frequentado à missas mais do que gostaria naquela viagem, decidiu sai e comer algo.
Ela também estava na basilica, com seus pais, e ao iniciar a missa eles também preferiram sair. A mãe da moça olha ao redor e decide ir no mesmo café em que ele estava. A moça a acompanha, mas o pai prefere voltar ao hotel, havia sido um dia cansativo.

Ele senta nos lugares colocados na calçada, com vista para a bela igreja, pede um lanche leve, e começa a ler o livro que trazia consigo.
Mãe e filha sentam-se próximas a ele, não se olham, desconhecidos que são. A moça também começa a ler, um livro sobre o antigo egito, ele nota. Sempre observa o que as pessoas estão lendo.
Volta para sua própria leitura sem prestar mais atenção.

Em determinado momento ele levanta a cabeça do seu livro e dirige seu olhar para as nuvens, pensando na rota final da sua viagem, e começa a brincar distraidamente com uma mecha do seu cabelo.
Ele não percebeu em que momento começou, mas notou que estava sendo observado. Um sorriso apareceu no canto da sua boca, mas não se virou para olhar.

- Vou no banheiro.

Quem quer que fosse que tinha se levantado, não era quem lhe observava, achava engraçado caso olhasse para o lado e ninguém estivesse olhando para ele. Olhou de relance para a entrada da igreja. O velho estava lá, o observando. Ele se senta desconfortável em sua cadeira no café, e quando volta o olhar novamente para o velho, a multidão começa a sair de dentro da basilica, e não consegue mais vê-lo.

Ele olha para o lado, momentaneamente esquecido da sensação de estar sendo observado e a vê.
Longos cabelos cacheados, olhos castanhos. O velho se torna uma lembrança de outros tempos, o velho tempo.
Ela sorri com vergonha, e vira o rosto, ele continua a encarando. Levanta-se e vai a sua mesa.

- Posso sentar?
Ela o olha surpresa.
- Você fala português?
- Sim, falo, e tu também.
- Nossa, que coincidência.
Ele sorri.
- Coincidências não existem. Sabe, não sei porque, mas tive uma vontade enorme de vir aqui lhe desejar boa noite.


Ele se senta e começam a conversar. Logo sua mãe volta, mas se senta um pouco afastada a ver a filha conversar com o estranho. Apenas observando tudo.
Ao fim daquele dia ainda estavam lá, conversando de mãos dadas, planejando o que fazer no dia seguinte.
Ao se despedir, o melhor beijo que já havia recebido.
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Cognitio Derelictum - Aniversário

Raul observava Furlan com notável interesse. Ele andava de um lado para outro do Cognitio Derelictum, organizando e reorganizando a festa surpressa de Amanda. Ligou para os amigos dela [havia conseguido a lista de telefones não se sabe como], e iria perder todo o lucro da noite por causa desta festa.

- Furlan?
- Que foi?
- Vai se declarar pra ela?
- Como é?
- Oras, olhe a trabalheira que você está tendo por ela. Fala sério, tu tá totalmente apaixonado.

Furlan resmungou algo incompreensível, e encarou Raul com um rosto pensativo. Logo após continuou a organizar o lugar. Egon chegou aproximadamente cinco minutos depois, e ao ver o rosto de Furlan ainda pensativo, não falou nada e foi direto conversar com Raul. Olhou para Furlan e perguntou:

- Diagnóstico?
- Ah, ele tá perdido, o inconsciente provavelmente já notou isso, o consciente aparentemente não acredita, ou prefere não acreditar.
- Caso complicado.
- Já viu ele assim antes?
- Já, mas nada deste porte.
- Vão falar sobre mim quanto tempo?
- Até adivinhar a data do casório.
- *Suspiro*, sabe Egon, às vezes você fala demais.
- Ah, qual é Furlan, tu tá caidinho por ela.
Furlan vira o rosto e continua:
- E vocês acham que eu não sei disso? Eu sei que gosto dela, mas ainda não sei precisar o quanto, só sei que ela me faz bem.
- E é o suficiente pra fechar a casa por uma noite pra fazer uma festa, não é?
- Tu fala como se eu nunca tivesse feito isso antes, para vocês inclusive.
- Oras, é diferente.
- Diferente nada, posso conhecê-la a pouco tempo, mas me diga Egon, o tempo de uma amizade faz tanta diferença assim?

Egon não respondeu, sabia que o tempo não importava, e agora conseguiu compreender Furlan.
Ele não estava perdido, estava receoso, e queria aproveitar todo o tempo que pudesse para fazê-la feliz. Assim ele ficaria feliz. E não queria perder tempo, sofreu por perder tempo estupidamente no passado.
Agora Egon entendeu o quanto Amanda se tornara especial para ele, e sorriu.

- Ah, Furlan... Vamos, pecisa de ajuda em quê?

Organizaram tudo, os amigos dela chegaram, e então todos esperaram por ela.
Quando ela abriu a porta, uma leve brisa soprou por detrás dela, ela fechou os olhos por um instante absorvendo a sensação. Foi uma cena linda.
Abriu os olhos, viu a organização do lugar, fitou Furlan, no balcão, sorrindo para ela. Respirou profundamente e então disse:

-


Hum, essa fala não sou eu quem inventa. E então Amanda, o que você disse?

^^,

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Nobreza

Estou curioso de como este post vai ficar, se por acaso lembrar de tudo o que quero falar...

Escutando "I close my eyes".


Sem falsa modéstia, eu conheço as pessoas.
Não sei dizer o porquê, mas conheço. Sei quando vou gostar de alguém, e quando não vou gostar. Às vezes, logo de cara, só de ver ou cumprimentar pela primeira vez, outras vezes demora um pouco, algumas breves conversas.
Mas não erro, a partir do momento que meu inconsciente reúne informações importantes sobre qualquer um, ele me entrega em forma de intuição.
Sempre dou chance ao erro, sempre tento conhecer essa pessoa mesmo se meu incosciente diz que não nos daremos bem [ou quase sempre, apesar de não lembrar de não ter feito isso alguma vez].

A muito, muito, tempo atrás eu encontrei um informação que pressumi que fosse o motivo de tal característica minha. Chama-se 'hiperestesia indireta', ou 'hiperestesia indireta do pensamento'. Há uma diferença entre esses dois termos, porém já não recordo dela.
Basicamente, se tratado de uma maneira simples, pode-se dizer que a mente humana é uma antena, que envia e recebe informações o tempo todo. Geralmente, quer dizer, quase sempre, estas informações recebidas não passam do campo inconsciente da mente, sendo descartada logo após na maioria das vezes. Porém algumas vezes esta informação "passa" para o lado consciente.
Mas realmente, isso é muito raro de acontecer, e casos como eu imagino que deva ser o meu, mais raros arinda. Afinal, essa característica é presente de maneira constante em mim, quando no resto das pessoas ocorre em escassas ocasiões.

Logo, como eu disse, sem saber o porquê, eu conheço às pessoas.
Já confio tanto nesta intuição, que quando é algo bom que sinto, já nem fico procurando motivos pra justificá-la, eles acabam vindo com o tempo, naturalmente.
Mas acontece que a pouco tempo, alguém me achou, e me obriguei a procura um motivo para uma característica em especial.

Me achou, e me chamou a atenção com um simples oi. Essa guria...
Mora longe, a várias centenas de quilômetros, mas para a mente não há um limite espacial conhecido. Então, logo de cara, veio aquilo 'vou gostar desta guria', e gostei, e gosto.
Claro, numa distância assim, talvez o tanto que meu inconsciente a conheça não seja o suficiente pra ter certeza de algo, apesar de nunca ter tido motivos para questionar essa sensação.

Quem me conhece bem sabe disso, quem não conhece sempre desconfia quando eu falo isso, eu não minto.
Ah, sim, claro que eu desconverso, mudo de assunto, quando não quero falar de algo, não adianta, não vai tirar essa informação de mim. Logo, mentir é desnecessário, e uma saída muito fácil, coisa que eu não gosto.
Sendo assim, quando falo algo à alguém, estou falando a verdade.
Pois bem, eu disse à essa guria, naquelas minhas despedidas características [exageradas], que ela é nobre. Pois foi algo que meu inconsciente me informou.
Nobre, mas por que?
Eu não sabia, só sabia que é. E quando ela me questionou a respeito pedi que esperasse, pois daria uma resposta mais concreta e aprofundada com o passar do tempo [quando fosse conhecendo ela mais 'conscientemente'].

Imagino que chegou a hora disso, minha nobre Amanda.
Segundo o dicionário que tenho em mãos nesse instante, nobre é alguém "muito conhecido; notável; famoso; que pertence à nobreza; majestoso; dadivoso; elevado; ilustre", ah sim, ela é nobre.
Ela se faz notar, de uma maneira que não sei descrever...
Majestosa? Uma dádiva? E como não? Uma guria que apóia os amigos quando eles precisam não deve receber adjetivos abaixo desses. Tem aquela cpacidade rara de não ficar alimentando o rancor dentro de si. Poxa, ela foi capaz de me fazer voltar a escrever e desenhar com uma influência tão natural que imagino que talvez nem ela tenha notado a importância que teve nisto.
Isso é ser nobre.
Sem falar na diversidade de habilidades dela, musica, arte, a vontade de conhecer e enfrentar o mundo, características existentes, sim, em pessoas nobres.
Eu podia ficar aqui, falando, teclando, por muito tempo, sobre tudo aquilo de bom e nobre que já encontrei nela, podia mesmo. Mas colocar alguém assim em palavras, é limitá-la. As palavras não são suficientes...
Ah, ela vai dizer que eu deixo ela encabulada falando isso, mas é bom ir se acostumando...
^^,

Por fim, Amanda, sim, tu és nobre. Uma das personalidades mais nobres que já tive prazer em conhecer.

Sem mais por hoje,
fiquem bem...

Sonhos...

Meus sonhos.
Meus sonhos mais cedo, ou mais tarde, sempre me fizeram sofrer.
Maldita mania de sonhar sempre com o que é difícil, complicado, cheio de dificuldades.
Maldita paciência, e maldito raciocínio que sempre encontra uma solução, sempre acabo por esperar por aquela minima chance que minha mentre me mostrou existir.
Agora sofro. Mais cedo.
Maior dos sonhos, e o melhor até agora.
Mas... tão... tão... distante de acontecer, de ser real.
Parece não passar de apenas isso mesmo, um sonho.
Certa vez disse à um amigo:
"Sempre sou sábio, quando posso."
Inquietado, ele me perguntou em que ocasiões eu não poderia ser.
A resposta, transcrita aqui, foi essa:
"Quando não há tempo, ou quando percebo algo tarde demais, ou quando a razão é dominada pela emoção ou os instintos."
Pois bem, minha sabedoria me avisou a respeito deste sonho.
Porém não houve tempo, ele surgiu do nada, simplismente de um dia para o outro estava ali, e eu nem havia percebido, o que foi o segundo erro, cresceu e cresceu, este sonho. Quando dei por mim, a razão, puff, essa já era...
Um sonho, e detonou minha sabedoria em todos os aspectos de apenas uma vez.
Mesmo assim estava bem. Até ver que o meu sonho podia estar perdido antes mesmo de ser alcançado.
Foi aí que a minha angústia começou.

Talvez só me reste esperar mesmo.
Esperar o tempo...
Esperar, e ler nas entrelinhas do destino...
Esperar... e sonhar...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Mário Quintana

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vida... ó vida

Sem histórias e coisas assim hoje, só constatações.


Descobri que:
- Quando falta energia eu aperto o interruptor mesmo assim.
- Se eu digo 'vai chover às sete', então às sete em ponto começar a chover. [é aconteceu Oo]
- Sou praticamente imune aos musquitos que incomodam o povo aqui de casa.
- Nessas férias todos estão sumidos.
- Estou num momento Charlie Brown. [*suspiro*]
- Está na hora de continuar a escrever meu livro, acho que com o IPod vai ficar mais fácil, já que quando me der vontade de escrever vou poder fazê-lo.


E uma tirinha para ilustrar...




* [Ou já nem tão ruiva assim] *

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Poesia momentânea #1

Estrelas singram a noite,
num mar denso de mistério.
Do ar, distante vem seu perfume,
o aroma desta garota que tanto quero.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Inspiração

Eu saio para a rua.
Eu vejo o céu, as nuvens.
No ar o cheiro inconfundível do passado, e do futuro.
Esse é o meu presente.
Isto é do que eu preciso.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Acordar

Uma alma espreguiça.
Abre os olhos.
- O que este corpo andou fazendo sem mim?

Começou a conferir mundanidade do seu próprio corpo no último ano, suspirou, havia muita coisa o que arrumar.
Almas não deviam tirar férias.

Sendo assim, aqui estamos, renovando o recanto para 2010.
Nem sei muito o que mudar ainda, mas minha alma se sente mais liberta aqui, este lugar trás [suspiro] muitas lembraças.

E é véspera de Natal, aproveite o presente.

terça-feira, 7 de abril de 2009

It's only the life, relax...




Não fique parado, começe a andar.
Mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama... depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais... leia outros livros, viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos,
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteiras, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outrros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais ligth, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente novas coisas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Search, find



Como escrevi nos posts anteriores, eu tava mal, e tava mal mesmo. Fisicamente (por causa do meu tornozelo quebrado), mentalmente (por causa do stresse que eu tava) e emotivamente (Com meu coração sem saber pra onde ir ou o que fazer) derrubado.

Até que durante a minha primeira aula na minha volta às aulas eu ouvi aquele sentença proferida pela professora.

- É necessário ter um objetivo pra saber o que se quer encontrar no final, afinal também é assim na vida não é?

Foi uma epifania.

Notei que defenestrei muitos dos meus objetivos e promessas que havia feito a mim mesmo, e que era por isso que estava me sentindo tão mal. Agora estou bem, sei quem sou novamente, e descobri outros objetivos que quero alcançar, e fortaleci promessas que fiz muito tempo atrás e estavam praticamente esquecidas.

Enfim, como desabafei por estar mal, acho certo declarar que melhorei.

Abraço e até o próximo post.

terça-feira, 17 de março de 2009

Andarilho de pensamento



"Só se da valor quando se perde"


Nunca houve frase tão verdadeira. Porém só percebi ela em sua totalidade recentemente, pois devido ao acidente bem ridiculo acabei quebrando o tornozelo.

Sempre gostei da liberdade, mas ela pra mim sempre foi algo natural, agora sei como é não possuí-la, de ficar preso me uma cama, de depender dos outros para quase tudo, é horrível. A sensação de não poder fazer nada para ajudar, apenas continuar ali parado.

Não tive muitas visitas, mas sei bem quem ficou realmente preocupado comigo apesar de não ter ido me ver... cada um tem sua vida e eu não ia querer atrapalhar a de ninguém só para me ver deitado numa cama.

Com tempo de sobra a cabeça voa longe, e para em alguns lugares e pessoas específicas... vi que tem algumas pessoas que acabei sentindo mais falta do que realmente esperava, e outras mal me dei conta que não estavam presentes comigo...

O amor, o apego, a amizade, todos esses são diferentes, porém iguais, e um leva ao outro, o estranho é que geralmente são sentimentos que não nascem juntos, mas não sobrevivem em separado.

Um pé quebrado serve para mostrar que distâncias geográficas existem, e também que distancias afetivas não passam de imaginação...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Momento Mau



Paro e penso, mas não são bons pensamentos exatamente. Na verdade está mais pra pensamentos maus e egoístas. Um lado meu que eu evito geralmente.

Por que? você pode perguntar.

A resposta é bem simples, quando estou assim, bem e ao mesmo tempo quero fortemente alguma coisa, eu tendo a passar por cima seja do que for para conseguir, sem vacilar nem um instante. E como minha principal caracteristica é a mente e não o físico, eu acabo passando por cima de sentimentos, idéias, ideais, enfim acabo destruindo a opinião, o 'ser' da pessoa.

Não gosto disso, eu sempre consegui o que eu queria de forma pacífica, mas existem momentos em que acabamos nos estressando acima do aceitável, em que tudo parece estar dando errado, em que vemos aquilo que mais prezamos e gostamos se perdendo no horizonte de uma maneira fora dos nosso alcançe.

Acho que amanhã vou estar melhor, pelo menos espero, essa foi uma semana em que muita coisa que eu queria não aconteceram, e também as aulas começaram e meu tempo de sono diminuiu, estou a algum tempo sem falar pessoalmente com meus amigos, problemas no emprego.

Nada dando muito certo... Mas enfim, preciso de um tempo para arejar a cabeça, acho que amanhã vou a Porto Alegre passear, ler um livro, tomar um café...


Abraço a todos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Vento e sentimentos...



Estava com o pensamento longe, então resolvi andar.

O tempo estava bem ao meu gosto, não havia sol, nem chuvia, apenas um céu cinza sobre a minha cabeça e o vento em meu rosto.

Meu pensamento voava com o vento, e este falava comigo, falava sobre sentimentos, sobre o tempo, sobra a amizade e sobre o amor.

Continuei a andar, já nem me importava aonde estava, já não me sentia importante. Já não estava completo, ou melhor via agora com realidade o quão incompleto estava.

E a música ao meu ouvido não ajudou em nada...


Hay, recuerdos que no voy a borrar
Personas que no voy a olvidar
hummmm...
Hay, aromas que me quiero llevar
Silencios que prefiero callar
hummmm...
Son dos, las caras de la luna son dos
Prefiero que sigamos, mi amor, presos de este sol
Dejar, amar, llorar,
El tiempo nos ayuda a olvidar
Y allá, el tiempo que me lleva hacia allá
El tiempo es un efecto fugaz
hummmm...
Y hay, yeah, hay cosas que no voy a olvidar
La noche que dejaste de actuar
Sólo para darme amor (3 veces)
Ah...
Yo vi tu corazón
Brillante sobre el mic en una mano
Y ausente de las cosas pensaste en dejarlo y tirarlo
Junto a mí, junto a mí
Hay secretos en el fondo del mar
Personas que me quiero llevar
Aromas que no voy a olvidar
Silencios que prefiero callar
Mientras vos jugás.


A música calou fundo em mim...

Continuei a andar, os pensamentos dando voltas e voltas...

Seria tudo uma reles imaginação minha? Não, não era, pelo menos não da minha parte. Mas esse era o problema, só conheço a minha parte, é isso que agonia o meu coração e o meu pensamento, é isso que me impede de sorrir, é isso que me faz olhar o horizonte e me sentir vazio, incompleto.

Minha respiração para por um instante, então o vento sopra em meu rosto, e de alguma forma me faz sentir esperança.

Mas só a esperança não me basta, não agora...

Agora sei que preciso dela, que sempre precisei...